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As time goes by

Finalmente assisti ao famosíssimo “Casablanca“, embora não tenha sido o que eu esperava, eu gostei do filme.

Aliás, não teria como eu não gostar de um filme que “começa” com a música “As time goes by”. Na hora, lembrei-me de Chet Baker cantando a música, e a capa do álbum dele, de mesmo nome, veio à minha mente.

A versão do filme é interpretada por “Sam” (ótima atuação de Humphrey Bogart)…

You must remember this/A kiss is just a kiss/A sigh is just a sigh/The fundamental things apply/As time goes by/ And when two lovers woo/They still say I love you/On that you can rely/No matter what the future brings/As time goes by

Não podia faltar a versão do Frank Sinatra

Espero que aproveitem! Voltarei a postar sobre filmes.

aniversário

foto de Ana Luísa Moreira daqui

Hoje, 4 de dezembro de 2009, este blog completa 2 anos de vida. Na verdade, de (sobre)vida se querem saber o que acho, já que nos últimos meses, nesse ano, pra falar a verdade, a quantidade de posts foi pequena, e a qualidade (xi…melhor nem entrarmos nesse assunto).

Sinto que devo uma explicação. Não, a escrita não deixou de ser importante para mim. Sim, ainda é  Escrevo, logo exito.

Aconteceu que, levada pela ânsia de novas perspectivas e de uma necessidade profundamente apressada de descobrir com que carreira minhas (in)aptidões combinavam, escolhi fazer dois cursos ao mesmo tempo.

Aí, já viu…

Mas, agora foi-se. Não, o semestre ainda não, nem recebi minhas notas. Mas as cirscuntâncias levaram-me a trancar um dos cursos. Sabe quando sentimos que algo deve ser feito, fazemos, e parece que sai um peso dos nossos ombros? Eu tive essa sensação, apesar de sentir um (leve?) pesar.

Eu desisti do curso de letras. Sendo que sou uma apaixonada pelas palavras…

(…)

Um post que escrevi aqui traduz muito do que senti, da minha indecisão e de todo o resto. É o compras, um dos meus textos favoritos por sinal.

Textos? Sim, sei que separei em contos, crônicas, etc. Mas depois de uma aula de teoria da literatura descobri-me como quem faz textos, aparentemente, meus contos e crônicas não tem a estutura correta (será que foi com pesar mesmo que deixei o curso de letras? ).

Não, infelizmente, a inspiração não veio. Se você esperava ler algo sobre aniversários, esse post é o que procura.

Bom, não ficarei aqui a fazer promessas de melhorias no blog, nem nos textos.

Talvez eles mudem, talvez não, reflexos do momento que estou vivendo, de intensas mudanças… Quem sabe? 

Agora, com as férias chegando, coloco a casa em ordem. 

Bom, como esse post já saiu bem mais autobiográfico do que esperava, aproveito pra deixar registrado meu pedido de perdão aos amigos.

Às vezes ter uma boa memória e ser uma pessoa observadora apenas atrapalha. Um caso desses é quando se conhece uma pessoa e ela faz você se lembrar de outra. Bom, não sei o jargão técnico que os psicólogos usam, mas creio que seja transferência.

Pode ser a voz que seja “igual”, outras é o jeito de olhar e de falar com as pessoas. Algumas coisas referentes à personalidade, como gostos musicais podem complementar o pacote… Seguidos de risada parecidíssima, incrível.

O “problema” decorrente de tamanha semelhança entre duas pessoas não consiste, na verdade, em seu simples fato. O que acaba por incomodar-nos é a possibilidade de implicações que essa transferência pode causar.

Primeiro, pode causar desconforto, porque não queremos nos lembrar da pessoa A (cuja imagem aparece nos trejeitos de B). Em segundo lugar, podemos acabar por criar expectativas em cima de B pelo que já vivenciamos com A. O que é completamente injusto e infundado, pois é, a bizarra transferência.

Há uma terceira implicação que me ocorre agora: a tendência de afeiçoar-nos a B mais facilmente, sem que haja, necessariamente, nada de extraordinário na relação que se possui com B.

Pois é, talvez nada disso seja importante, talvez seja realmente importante, mas decidi escrever sobre isso porque tem ocorrido muito ultimamente. Será que é tudo culpa da indústria cultural (as pessoas é que são parecidas mesmo e não é cos da minha cabeça)? Não pude evitar a piadinha. Sem mais.

Outros posts que falam de lembranças?

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