Um dia desses, estava conversando com meus pais sobre coisas que fazia quando criança…
Velhos hábitos que existem desde aquela fase.
E um ou outro acontecimento inusitado, e até mesmo esdrúxulo, (como quando mordi a orelha do meu pai).
Recordei-me de escrever aqui um acontecimento específico, na verdade, um simples fato, durante a minha aula semanal de inglês.
O professor estava falando que deveríamos analisar com cuidado a diferença entre “remember” e “remind”.
“Is this how you remind me? Yes, that’s how I remember things about you”.
De acordo com meu gigante dicionário vermelhor, eis aqui a definição de cada um dos verbos (tentativa frustrada da autora deixar o post com “conteúdo”)
Remind :
- to tell someone again about an event from the past …
- to help someone to remember something that they have to do
- remind db of sb/sf – to make someone remember something that happened in the past.
Remember :
- to bring a fact back into your mind
- ta have an image im your mind of a person, a place, or something that happened or was said in the past.
Mas, voltando.. o fato é que, quando eu estava na 1ª série, lembro-me de ter (tentado) cantar para o meu professor de inglês do colégio a música “from this moment on“. Eu escutava essa música no carro, principalmente quando a minha mãe estava dirigindo.
Naquele dia, o professor tinha nos perguntado se poderíamos cantar alguma música de que gostássemos (em inglês) eu tentei cantar a música, e não entendia como meu professor não conseguia (re)conhecer a música.
Outro acontecimento que veio à tona, foi, que quando eu soube que esse professor tinha saído do colégio, não tive nenhuma reação na escola.
Ao chegar em casa, mal falei com as pessoas, fui direto pro meu quarto, coloquei a cabeça no travesseiro e comecei a chorar. Embora ele não conhecesse a música, era muito querido por mim.
Neste post está a letra da música From this moment on
“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”
-Fernando Pessoa.
Há coisas pequenas que marcam tão profundamente, que nem dá pra sentir ela se alojando… Lembrar, então, não passa por ser lembrado, algumas vezes simplesmente sentimos…
Passe sempre que desejar pelo meu blog de pertubações, quase nunca, admito, ele é tão interessante, mas sempre está por lá…
Ah, todos somos loucos, ou não estaria a sanidade vinculada a capacidade de se admitir são? E qual o louco que não jura piamente ser quem diz que é… Eles, por não terem malícia, realmente acreditam em suas sanidades, portanto me parece muito mais digno ser louco…