
Assisti ao filme Waking Life, de Richard Linklater por indicação de um amigo (pra variar um pouco).
Já fiz um post sobre o filme e este daqui é uma continuação. Com mais diálogos (vi que muitas pessoas buscam pelos diálogos desse filme).
E também, foi graças a esse filme e ao post que fiz, que conheci o Márcio.
Mas, vamos ao que interessa…
Fala das moças no café:
Na juventude, não levamos em conta a curiosidade. Isso é que é incrível de sermos humanos.
Benedict Anderson fala sobre a identidade. (…) Por exemplo: você pega uma foto de quando você era bebê e diz “Sou eu”. Para ligar o bebê dessa imagem estranha a você, no presente, é preciso contar uma história.
Então, a história necessária é, na verdade, uma ficção. Para tornar você e o bebê idênticos, para criar sua identidade.
Nossas células se regeneram completamente a cada 6 anos, já fomos pessoas completamente diferentes. E, no entanto, sempre permanecemos sendo, em essência, “nós mesmos”.
Dizem que os sonhos somente são reais enquanto duram. Não podemos dizer isso da vida?
Muitos de nós estão mapeando a relação mente-corpo dos sonhos. Há dois estados opostos de consciência (…).
Na vida desperta, o sistema nervoso inibe a vivacidade das recordações. É coerente com a evolução. Seria pouco eficiente se um predador pudesse ser confundido com a lembrança de outro. Nossos neurônios serotoninérgicos* inibem as alucinações. Eles próprios são inibidos no sono REM. Isso permite que os sonhos pareçam reais, mas bloqueia a concorrência de outras percepções.
Por isso que os sonhos são confundidos com a realidade. Para que o sistema funcional de atividade neurológica que cria o nosso mundo não há diferença entre uma percepção e uma ação sonhadas e uma ação e uma percepção na vida desperta. – cara da ciência –
Músico: O segredo é combinarmos as habilidades racionais da vida desperta com as possibilidades infinitas de nossos sonhos. Se soubermos fazê-lo, podemos fazer qualquer coisa.
Fala do macaco: “ Nós os inquietos, continuamos procurando, preenchendo o silêncio com desejos, temores , fantasias. Movidos pelo fato de que, ainda que o mundo parecesse vazio, ainda que parecesse degradado e desgastado, qualquer coisa seria possível. Dada as circunstâncias certas, um mundo novo é tão provável quanto um antigo”
Cara com a cerveja:
“Quais são as barreiras que impedem as pessoas de alcançarem, minimamente, seu verdadeiro potencial?
A resposta à isso pode ser encontrada em outra pergunta, que é “Qual a característica humana mais universal? O medo ou a preguiça?
Garota com a qual o personagem principal “tromba” na escada:
“passamos pela vida esbarrando uns nos outros sempre no piloto automático, como formigas não sendo solicitados a fazer nada verdadeiramente humano. Pare. Dirija. Ande ali.
Ações voltadas apenas à sobrevivência. Toda comunicação servindo para manter ativa a colônia de formigas de um modo eficiente e civilizado.
À medida que a complexidade aumenta, deixar-se levar não é o bastante
Agradecimentos especias para meu caro amigo Thomilho, por me indicar esse filme maravilhoso.
Yeah!
E acredita que não postei todos os vídeos que queria? Desisti. Mas o filme é muito bom mesmo.