É algo que realmente mexe comigo. Simplesmente não posso evitar, embora corra sempre o risco de parecer melodramática demais. Mas, toda vez que algum amigo se muda, uma sensação bizarra toma conta de mim.
Na primeira das vezes, das mais recentes, na verdade, eu fiquei em estado de choque, ou sei lá, não sei como descrever meu estado. É apenas indescritível. Teve gente que ficou “irritada” com a maneira como eu estava respondendo àquela mudança, e falaram para mim que a pessoa não tinha morrido, que ela apenas ia se mudar.
Certo, eu sabia disso, e, acreditem, fui a primeira pessoa (não só em ordem, mas também em intensidade) a ficar irritada. Eu sentia que estava agindo como uma criancinha. E, apesar de ficar repetindo para mim mesma que aquilo era apenas uma mudança “geográfica”, não conseguia evitar a sensação de que, era, de qualquer forma, uma perda.
Sim, somente não iria ser como antes. E essa realidade-verdadeiramente-absoluta era o que me desolava.
E agora, a situação é diferente, completamente diferente. Pois é outra coisa, quando o ente querido que se muda é um amigo de infância. E, não desses com os quais brincávamos de esconde-esconde e com o qual agora mal falamos, mas sim, um com o que a amizade foi preservada, e, mais ainda, cultivada durantes os anos.
É certo que eu esperava mudanças. Sim, todos ficamos ouvindo aquelas histórias de que depois que o ensino médio acaba, cada um encontra seu caminho, etc. Mas, uma vez que nem estudávamos mais juntos, eu achava que nada poderia mudar radicalmente, ou que, se mudasse, seria eu quem iria, e ele, junto com outros, quem permaneceria.
Entretanto, quando ele me falou sobre os recentes acontecimentos pelo telefone, (ainda bem que não foi por Messenger), eu só pude ficar feliz. Porque ele está indo atrás do que pode realizá-lo, nada menos que buscando encontrar-se, embora isso soe muito clichê, essa é a realidade. E o que eu mais quero, é que ele se realize, porque ele fazia parte do grupo daqueles que ouvia no colégio, de professores, coordenadores e diretores, que estava destinado a coisas grandes. Ou mensagens e cumprimentos do tipo. E o fato é que, não eram simples lisonjas porque era um “queridinho”, eram cumprimentos reais, assim como sua mudança o é agora.
Essas coisas tomam conta da gente, deixando-nos com medo, né? Principalmente quando é assim, tão depressa.
Acredito que ele esteja destinado a grandes coisas sim, e mesmo muito distante, com uma maior dificuldade para contato e tudo mais, ele não conseguirá fugir da gente, Lá. :)
A propósito, fiz meu cantinho online. Jordana.
Com certeza, ele nunca estará livre da gente.
Criou?
Darei uma olhada.
beijo
Pensei em fazer um post com assunto parecido, eu sinto exatamente a mesma coisa que você Lari. Também sinto esse sentimento de perda. Mas acredito fielmente que a escolha foi certa, e só tenho a torcer, não é?
Primeira vez que passo no seu blog, provavelmente voltarei.
Beijos, Paula.