Às vezes ter uma boa memória e ser uma pessoa observadora apenas atrapalha. Um caso desses é quando se conhece uma pessoa e ela faz você se lembrar de outra. Bom, não sei o jargão técnico que os psicólogos usam, mas creio que seja transferência.
Pode ser a voz que seja “igual”, outras é o jeito de olhar e de falar com as pessoas. Algumas coisas referentes à personalidade, como gostos musicais podem complementar o pacote… Seguidos de risada parecidíssima, incrível.
O “problema” decorrente de tamanha semelhança entre duas pessoas não consiste, na verdade, em seu simples fato. O que acaba por incomodar-nos é a possibilidade de implicações que essa transferência pode causar.
Primeiro, pode causar desconforto, porque não queremos nos lembrar da pessoa A (cuja imagem aparece nos trejeitos de B). Em segundo lugar, podemos acabar por criar expectativas em cima de B pelo que já vivenciamos com A. O que é completamente injusto e infundado, pois é, a bizarra transferência.
Há uma terceira implicação que me ocorre agora: a tendência de afeiçoar-nos a B mais facilmente, sem que haja, necessariamente, nada de extraordinário na relação que se possui com B.
Pois é, talvez nada disso seja importante, talvez seja realmente importante, mas decidi escrever sobre isso porque tem ocorrido muito ultimamente. Será que é tudo culpa da indústria cultural (as pessoas é que são parecidas mesmo e não é cos da minha cabeça)? Não pude evitar a piadinha. Sem mais.
Deve acontecer com várias pessoas, mas depende bastante do grau de observação e de memória do individuo.
Quando acontece comigo, o que não é tão raro assim, fico intrigada no começo, penso muito no digo cujo A quando estou com B, aí me perco na conversa e não dá muito certo. Depois eu começo a descobrir coisas diferentes em B e esqueço que ele pareceu com A.
Confuso?
Também acho que deve acontecer sempre…
É só uma questão de parar pra pensar.
Qualquer confusão (não ) é mera coincidência ;) Esse tipo de ocorrência me confude o tempo todo. Mas entendi o que vc falou.
grande beijo