Crescer

foto tirada por mim no Jardim Botânico de SP
O título desse post pode (e provavelmente vai) causar estranhamento. Os amigos que me conhecem sabem que há tempos deixei de crescer (fisicamente falando, para cima).
Mas eu quero falar desse outro crescer, do amadurecer, do se tornar ‘all grown up’, adulto. Oficialmente falando, nós nos tornaríamos adultos, pelo menos pela marcação anglo-saxônica do inglês, quando não somos mais ‘teen’, seria portanto aos twenty.
Lembro que, quando criança, eu não queria crescer (literalmente), não queria me tornar adulta, pois os adultos, eu pensava, tem muitos problemas e preocupações, então eu não queria ser uma deles.
Em conversa recente com amigos, um recém-adquirido mas já mui-querido amigo disse que, quando tinha uns 10 anos, teve uma ‘crise existencial’. Ele percebeu que deixara de brincar com certos brinquedos, não tinha mais vontade, de uma hora para a outra. Ele não entendia o motivo de tal mudança. Isso o intrigava.
Temos aquela fase em que escutamos dos nossos pais que já somos ‘grandinhos o bastante’ para certas coisas, entretanto, ao mesmo tempo, somos ‘pequenos demais’ para outras. E com o tempo vem as responsabilidades de escola, e aprendemos que temos que responder por nossos atos.
Adultecer é, de certa forma, ser livre. (E lembro agora das minhas leituras da faculdade, Hegel, a única obrigação é ser livre, a inevitabilidade da liberdade). E com tal liberdade, vem as escolhas, tomar decisões e assumir as consequências. ’Adultecer’ seria perceber que escolher é perder?
Ou seria como aquele trecho do famoso discruso de formatura ‘use filtro solar’, um hit, quando eu estava nos últimos anos do fundamental: aprenda que há amigos que vão e que vêm, mas que há aqueles que se guarda para toda vida.
Se isso é verdade, não sei, só o tempo dirá, mas a impressão que me fica é a de que crescer, amadurecer é também ter que aceitar que as pessoas vem e vão, e, que, por mais meios virtuais que existam para tentar garantir uma ‘amizade dessas que permanecem através do tempo’ nem sempre a vontade de fazer com ela dure é recíproca.
E com o passar dos tempos, nem sempre aqueles que consideramos os ‘dearest’ são os que podem se manter ‘nearest’. Uma semana esão morando no seu bairro, e na semana seguinte se mudaram pra Botucatu, porque passaram na faculdade. Às vezes, temos agradáveis surpresas, como amigos queridos retornando para perto de nós. Mas a vida corrida não permite que os encontros sejam tão recorrentes, nem na faculdade nos aproximamos daquela estabilidade da vida escolar, de ver as pessoas todos os dias.
Não tenho conclusões, nem as ouso ter, do ‘alto’ de meus quase vinte anos. Se às vezes me sinto adulta, e tendo passado por tanto, outras vezes me sinto tão pequena, tão imatura, tão… com muito a aprender.
Mas acho que isso lembra aquele ditado de que viver é eterno aprendizado, e talvez estejamos sempre em crescimento constante.
Lindo Larissa! voce escreve muito bem!
E a coisa que mais concordei com você no seu blog foi “Sou paulistana, e estou sempre redescobrindo aspectos diferentes da cidade.” COM CERTEZA! heheheheh bjoo linda!
Bruno, que bom q vc gostou! :) Vc pode dar sua opinião tbm, sobre o que é crescer…seria mais que bem-vinda! Hahahaha, sabia que vc ia falar dessa parte! beijo enorme
É…”adultecer” é difícil…Passamos cada vez mais por coisas que nem imaginamos que poderíamos passar…Digo por experiência…Estudei com as mesmas pessoas da 2 serie até o 3 colegial…Não cheguei a imaginar que eu iria ficar tão longe destes e de outros (francamente não são tantos mas são poucos e bons) amigos que fiz durante estes anos de colegial…
Caro Enzo, seu comentário me faz lembrar da minha própria experiência…É difícil mesmo. A gente se apega às pessoas, elas acabam adquirindo uma importância tão grande, viram uma parte essencial da nossa rotina. E aí…fim de 3º ano, faculdade (ou outra coisa). E as coisas simplesmente não são mais como antes. Também falo pela minha experiência. E eu ficava me sentindo meio tola, por sentir tanta falta de certas coisas e pessoas. Mesmo aqueles momentos que pareciam pequenos e sem importância, quase automáticos, faziam um falta imensa. Cabe a nós saber como lidar com isso, acho eu. (quase um novo post esse coment.)
beijo
Larissa,
O bom da vida é jamais amadurecer, mas sempre estar aberto à VIDA.
ótimos textos.
bjos
Larissa, achei linda maneira de como voce citou que o nosso crescer com as pequenas coisas faz parte do amadurecimento…quero ler maais hehehe bjos
Yumi, vc por aqui…! Que bom que gostou, é, é verdade, pelo menos, é isso que a vida tem-me mostrado até agora :) Escreverei mais haha! Aguarde, é que por enquanto tem sido uma correria! beijos