Leituras de férias – Of Mice and Men
Nessas férias resolvi ler um livro que estava encostado na estante, quase esquecido. Eu o comprei quando estava num nível do curso de inglês que o sugeria como leitura. Na época, acabamos (a sala) nem lendo, mas valeu a pena esperar.
Falo que valeu a pena esperar porque fiz no semestre passado a disciplina de História dos Estados Unidos, que me deu um embasamento mínimo para entender melhor esse clássico que é Of Mice and Men (Sobre ratos e homens) de John Steinbeck (1902-1968). O autor nasceu em Salinas, Califórnia, onde se passa a história de dois homens, George e Lennie à procura de trabalho nas fazendas.

Essa obra faz parte de uma trilogia de romances, publicada no fim dos anos 1930, que focou na classe trabalhadora californiana, junto com In Dubious Battle (1936) e The Grapes of Wrath (As vinhas da ira). O que me chamou a atenção´, e apresentou certa dificuldade para mim, de início foi a maneira como ele escreve os diálogos desses homens, trazendo elementos de vocabulário da época: gírias, e expressões idiomáticas.
Amazingly enough, eu estava procurando algumas dessas expressões em dicionários online, quando encontrei uma página com os idioms de cada capítulo do livro, listados e explicados aqui.
Uma coisa que me impressionou foi a descrição que é feita de um dos trabalhadores, que George e Lennie conhecem vou transcrevê-la aqui
“(…)A tall man stood in the doorway. He held a crushed Stetson hat under his arm while he combed his long, black, damp hair straight back. Like the others he wore blue jeans and a short denim jacket. When he had finished combing his hairs he moved into the room, and he moved with majesty only achieved by royalty and master craftsman. He was a jerkline skinner, the prince of the ranch, capable of driving ten, sixteen, even twenty mules iwth a single line to the leaders. He was capable of killing a fly on the wheeler’s butt with a bull whip without touching the mule. There was a gravity in his manner and a quiet so profound that all talk stopped when he spoke. His authority was so great that his word was taken on any subject, be it politics or love. This was Slim, (a descrição abrange 23 linhas e é apenas na 16ª que esse homem é denominado), the jerkline skinner. His hachet face was ageless. He might have been thirty-five or fifty. His ear heard more than was said to him, and his slow speech had overtones not of thought, but of understanding beyond thought. His hands, large and lean, were as delicate in their action as those of a temple dancer.(…)” Of Mice and Men Pocket Penguin Classic 2006. pp. 37 e 38.
Parece até mesmo que há uma ou duas adaptações para o cinema, mas ainda não tive a oportunidade de assistir. É uma ótima leitura, e, mesmo que não se sinta seduzido por questões da construção formal da narrativa, o leitor é cativado pela história em si que fala (não quero revelar demais) sobre ratos (para falar dos) homens.
————————————————————————————————
Esse post inaugura a coluna ‘leitura do mês’. E, para acompanhá-lo, sugiro um post de um blog recém- descoberto, simplesmente imperdível, que fala da nossa relação com os livros http://ismoaesmo.blogspot.com/2010/12/o-livro-e-o-homem.html.
Deixe seu recado após o sinal