Um método perigoso

Foi com alguma (ok, grande) expectativa que me dirigi ao cinema (depois de longo jejum, tendo em vista os preços exorbitantes) para assistir ao filme “Um método perigoso” , do diretor David Cronenbergh. Não havia visto o trailer, e, vendo-o somente agora percebo como vende uma ideia – que eu achei – enganosa sobre o filme.
Balanços (oh, next year)
Toda vez que chega o fim de um semestre, e, principalmente, no final de um ano, eu tomo alguns instantes, que podem se prolongar por dias, para fazer uma espécie de balanço pessoal. À primeira vista, pode parecer algo típico de quem se diz uma ex-perfeccionista, mas na verdade é algo que descobri como sadio, ajuda a colocar as coisas em perspectiva, pesar o que deu certo e o que deu errado. Reavaliar comportamentos. Tomar decisões. Hora de determinar o que continua e o que não.
Outras pessoas preferem fazer as resoluções de ano novo. Talvez a segunda parte do balanço são as resoluções,não sei ao certo. Mas pelo menos para mim, resoluções por si só, ou combinadas com roupas de cores específicas não se mostraram tão eficazes, bom, talvez eu seja só uma exceção. O fato é que a passagem do ano, assim como o fim de alguma etapa suscita em quase todos desejos de mudar. Esperanças de que talvez nesse ‘novo’ ano, semestre, mês, o que seja, que está por vir mude as coisas para melhor.
E é sobre essas expectativas, desejos de mudança, promessas feitas para nós mesmos e resoluções de ano novo que versa a música ‘Next Year’ de Jamie Cullum que selecionei para esse post.
Next Year,
Things are gonna change,
Gonna drink less beer
And start all over again
Gonna read more books
Gonna keep up with the news
Gonna learn how to cook
And spend less money on shoes
Pay my bills on time
File my mail away, everyday
Only drink the finest wine
And call my Gran every Sunday
Resolutions
Well Baby they come and go
Will I do any of these things?
The answer’s probably no
But if there’s one thing, I must do,
Despite my greatest fears
I’m gonna say to you
How I’ve felt all of these years
Next Year, Next Year, Next Year
I gonna tell you, how I feel
Well, resolutions
Baby they come and go
Will I do any of these things?
The answers probably no
But if there’s one thing, I must do,
Despite my greatest fears
I’m gonna say to you
How I’ve felt all of these years
Next Year, Next Year, Next Year
Desventuras em série
‘Desventuras em série’ foi o que aconteceu comigo:
- Desventura 1 -
Parte 1 fiquei presa na porta do ônibus, o motorista (que falava no celular) não me viu (ok, sou pequena) e fechou a porta, atrito da borracha da porta nos meus braços, eu olhei pra ele e disse ‘motorista, por favor (!)’, na maior tranquilidade (sério, não sei de onde tirei aquele ‘por favor’ – tranquilidade indiferente também estampada no comportamento de quem estava na parte ‘da frente’ do ônibus).
Parte 2, ao passar na catraca, o cobrador olha pra mim, e fala ‘Quando é assim, você tem que ver se o motorista te viu’ – tom de quem dá bronca em criança, acho que a intenção foi boa. E eu – ‘Achei que ele tivesse me visto’ - sentindo-me meio criança replicante.
- Desventura 2 -
Show da Corinne Bailey Rae (sim, eu fui!), chego antes, com antecedência, estou sentada no meu lugar. Tiro os meus óculos, pra dar um descanso ao meu rosto. Ao colocá-los de volta, o parafuso da parte da frente que segura a lente se abre, eu, em gesto automático, abro a mão, a lente (de cristal, a 2a do ano) cai na minha mão (sorte?).
Primeiro não acreditei naquilo (tenho 10 graus de miopia), ainda bem que estava acompanhada, com a minha mãe, que foi procurar o pessoal da casa de show. Um cara da produção tinha fita dupla face e silver tape, tentaram colar com dupla face (para segurar a lente no lugar, a parte onde estaria o parafuso), em vão. Resultado: Silver tape na minha armação. Foi uma cena inusitada, os casais de meia idade chegando e tentando disfarçar ao olhar pra minha cara que havia algo estranho nos meus óculos…
Tentei agradecer ao cara da produção, que não só forneceu a fita, mas ajudou minha mãe a segurar a armação com a lente (lente essa que é vista como pesadelo até para quem trabalha em ótica), mas acho que ele não percebeu meu aceno, fica aqui meu sincero agradecimento ao cara da produção da Via Funchal.
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Pois é, esse foi um post. Gostaria de pedir desculpas aos meus leitores, visto que estou em fim de semestre, com trabalhos, provas, e apresentações para fazer. Fico devendo um post sobre o show da Corinne. Tenho rasbicado coisas no meu moleskine de guerra, mas apenas ideias soltas.
Fica aqui a dica pros dias 24, 25 e 26 de novembro: Festa do Livro da USP – descontos a partir de 50%!
No Saguão do Prédio da História e Geografia (Eurípedes Simões de Paula) – Av. Professor Lineu Prestes, Cidade Universitária 338, São Paulo Das 9h até às 21h, imperdível.
Como chegar? Busuca: Butantã USP 701U-10 (Jaçanã); 702u-10 Butantã USP (Term. Pq Dom Pedro II); 177p Butantã USP (Santana); 177h Butantã USP (metrô Santana, via Av. Angélica), Cidade Universitária e muitos outros. Eles vêm pelo portão 1, desça no 3o ponto, independentemente do ônibus. Os 177 que aponto aqui entram na rua dos bancos, mas pode-se descer no 30 ponto mesmo, andar até o semáforo, atravessar a rua e avistar a escadaria que eva ao prédio. Até lá!

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