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dicas de férias – Bossa nova

fonte da imagem: http://www.nosrevista.com.br/2008/01/24/o-que-e-bossa-nova/ 

Depois de longo período, volto a escrever.

Acabei de voltar de Paraty, onde ocorria a FLIP.

Mas, falarei de algumas dicas de férias para quem está em São Paulo e é fã da Bossa Nova.

Há duas exposições sobre o tema e ambas ocorrem no Parque do Ibirapuera.

 “Bossa na Oca” teve início no dia 8 de julho e fica em exposição até dia 7 de setembro. Ocorre na Oca, Avenida pedro Álvares Cabral, s/nº, Portão 3 do Parque do Ibirapuera. Telefone para contato: 4003-1212 3ª a domingo, 10h às 21h. R$ 20,00 (3ª feira é grátis).

É um projeto high-tech que integra o evento Itaúbrasil. Possui curadoria de Marcello dantas e de Carlos Nader. É uma exposição interativa e ”quase toda virtual” conforme afirmou Lauro Lisboa Garcia, do Jornal Estado de São Paulo.

Há documentários em curta-metragem, imagens em movimento, fotos raras e 94 gravações dos clássicos da Bossa Nova, que poderm ser ouvidos em jukeboxs, entre outros, só conferindo pra descrever…

A outra exposição é Bossa’50. Pavilhão da Bienal, Parque do Ibirapuera, portão 2, telefone: 3081-0840 3a a domingo, 10h às 20h. Grátis. Início dia 15 de julho, até 24 de agosto. O evento é também uma comemoração da Rádio Eldorado pelo seu cinqüentenário.

Hoje tem show de graça, do João Donato com a nova geração. Na área externa do auditório do ibirapuera, Portão 2, às 17h.

Para quem quiser ler sobre o tema, recomendo o livro “Chega de saudade” – a história e as histórias da Bossa Nova –  de Ruy Castro. O exemplar que possuo é o “original” da companhia das Letras, não a edição de bolso. e possui fotos, mapas, fotos de LPs, realmente vale a pena!

Eis aqui a sinopse:

“CHEGA DE SAUDADE  reconstitui a vida boêmia e cultural carioca dis tempos da Bossa Nova – boate por boate, tiéte por tiéte, história por história. Para compor este fascinante mosaico envolvendo música e comportamento, Ruy Castro ouviu dezenas de seus participantes: compositores, cantores, instrumentistas – além dos amigos e inimigos deles.

 O resultado é uma narrativa que se lê como um romance, cheia de paixões e traições, amores e desamores, lances cômicos e trágicos – protagonizados por João Gilberto, Tom Jobim, Vinícus de Moraes, Newton Mendonça, Nara Leão, Carlinhos Lyra, Ronaldo Bôscoli, Maysa, Johnny Alf, sylvinha Telles, Elis Regina e pela legião de jovens que eles sedziram com seu charme e suas canções – para sempre.

Igualdade, Liberdade e fraternidade (French Revolution)

 
fonte da imagem:http://www.historiadomundo.com.br/imagens/francesa_revolucao2.jpg 
Lembro-me de quando acreditava que  a Revolução Francesa e o Iluminismo  eram coisas belas. “Igualdade, Liberdade e fraternidade”? Simplesmente emocionante, mas agora que conheço realmente a história, e de, um ponto de vista mais crítico, não penso mais dessa forma.
No entanto, a história me atrai, ainda.. .Por quê? Talvez porque seja uma maneira de entender o porquê do mundo estar como é hoje.
Se irá servir para algum fim, isso já é outra história.  A proposta era desenvolver um texto explicando e relacionando iluminismo, Revolução Industrial, Independência dos E.U.A e Revolução Francesa.
 

Luz, Negligência, Sangue e MáquinasO Iluminismo, matriz do pensamento burguês, tem como precursor o filósofo John Locke. Locke é o responsável pela filosofia política iluminista, defendia a idéia de que o homem é portador de direitos naturais, como a vida, a liberdade e a prosperidade.
Esse movimento esteve presente na Independência dos Estados Unidos, pois Thomas Jefferson (e outros) redigiram a Declaração da Independência, tendo como inspiração os ideais propostos por Locke.
A Independência dos Estados Unidos fez com que os ideais iluministas deixassem de ser meras propostas e se consolidassem num projeto ou sistema, o Liberalismo Político. Embora o processo de Independência dos EUA tenha envolvido lutas contra a dominação inglesa e o direito de se rebelar contra a tirania na “consolidação” de um novo país, os povos indígenas nativos e os africanos escravizados permaneceram marginalizados após a Independência.
O mesmo ocorre durante a Revolução Francesa, pois a população menos favorecida (em português claro, o povão) é manipulado. A Revolução Francesa se inicia com a queda da Bastilha, devido à participação popular, porém muitos acontecimentos apontam como uma revolução exclusivamente em prol da burguesia.
A primeira Constituição Francesa é burguesa, pois determina o voto censitário, leis que proíbem greves e associações de trabalhadores. Onde está “Liberté, Igualité et Fraternité”? De nada adiantou a eliminação dos privilégios aristocráticos, uma vez que estes tenham sido substituídos por restrições econômicas à maior parte da população.
A Revolução Francesa, assim como a Independência dos estados Unidos, consolida e, principalmente, propaga os ideais iluministas (burgueses) por todo o mundo. Dando início à movimentos populares na Europa e na América (por exemplo a Inconfidência Mineira). Outro fato importante é que ela encerra a transição entre feudalismo e capitalismo na França, pois cria condições para a ascensão da burguesia e “desfaz” os feudos (Grande Medo).
A Revolução Industrial acontece na segunda metade do século XVIII, na Inglaterra, encerrou a mudança entre feudalismo e capitalismo. Serve para “complementar” o prematuro movimento revolucionário burguês do século XVII.
Consolida o Capitalismo por meio do surgimento do proletariado e a exaltação da mercadoria, desenvolve os centros urbanos. Elementos iluministas aparecem tanto na busca e descoberta de novas tecnologias (investigação científica) como nos movimentos Ludista, Cartista e nas “Trade Unions” que defendiam os direitos dos trabalhadores (Locke e os direitos naturais).
Além disso, a partir do Iluminismo, em que se formou o pensamento burguês, a Revolução francesa e a revolução Industrial já fazem parte da Era da Sociedade capitalista e a Independência Americana consolida a liberdade política e econômica, fundamentais para a sociedade burguesa vigente… até quando?