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Atualizações musicais

No post ‘hold me in your arms’, escolhi a música “Solitude”, em performande de Billie Holiday para acompanhar, mas acho que a mais adequada seria “A house is not a home”, se levarmos em conta os primeiros versos.

A House Is Not A Home

A chair is still a chair
Even when there’s no one sitting there
But a chair is not a house
And a house is not a home
When there’s no one there to hold you tight,
And no one there you can kiss good night.

 

A room is still a room
Even when there’s nothing there but gloom;
But a room is not a house,
And a house is not a home
When the two of us are far apart
And one of us has a broken heart.

 

Now and then I call your name
And suddenly your face appears
But it’s just a crazy game
When it ends it ends in tears.

 

Darling, have a heart,
Don’t let one mistake keep us apart.
I’m not meant to live alone. Turn this house into a home.
When I climb the stair and turn the key,
Oh, please be there still in love with me.

Aqui vão algumas opções de versões (a segunda, a gravação é muito boa, e segundo li, foi a que consagrou a música, teria sido a primeira gravação):

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Uma coisa que é estranha, o post anterior, ‘Procura-se’ é um dos escritos  mais pessoais que postei aqui, entretanto, ‘no feebcaks so far’. Talvez soe muito como Drummond? Ou então muito pessimista? É algo tipo sentimento de mundo mesmo, escrito num intervalo de aula, de uma vez só, com algumas alterações feitas a posteriori.

Por ora é só. Quase no fim do semestre. Correria é pouco.

Procura-se

Procura-se

Procura-se desesperadamente alguém que ensine a fingir.

Que me ensine a ignorar os meninos no semáforo, a bater no vidro,

Ensine-me a torná-los invisíveis para mim também.

Que me ensine a ser indiferente ao cego que pede gentilmente,

Quase cantarolando no caminho em que passo ‘Dá uma ajuda pro cego?’

Que ensine meus olhos a não marejar por essas cenas (ainda) enxergar.

Procura-se desesperadamente alguém

Que me ensine a olhar as crianças em apresentações na escola e não me emocionar.

Porque não é na geração deles que encontrarei uma saída

Se esse alguém me ensinar, e eu assim fizer, não vou me desapontar.

Que me ensine a passar por pessoas na rua e não me sentir uma cretina egoísta, culpada

Por não estar fazendo nada para mudar aquilo que (ainda) vejo

Que me ensine a estampar no rosto uma expressão de segurança e certeza,

Sempre que perguntada sobre alguma escolha minha.

Alguém que ensine a não mostrar cada emoção.

Alguém que me ensine a técnica da dissimulação.

Procura-se desesperadamente alguém que me ensine a ser estúpida.

12/08 rascunho – alterações 4/09

(des)consolação

Início da série ‘Brisas no busuca’, pensamento, idéias que surgiram dentro de ônibus, durante o transito e no contato (por vezes demasiado íntimo) proporcionado por nosso sistema de transporte público.

(Des)consolação

 

E, sem consolação,

Sob um sol de verão,

Os vivos invejam os mortos.

 

Os mortos fizeram surgir a árvore,

Árvore que oferece a sombra

 Sombra dos mortos invejada pelos vivos.

 

Mas não, não mais a sombra

É motivo de inveja,

Pois os vivos já não vivem

Apenas vagam vazios pelos vagões.