não me representa

Engana-se quem acha que, pela primeira vez, vou escrever um post “politizado” – de maneira mais explícita, porque acredito firmamente que abordei essas questões de forma tangencial em outros posts daqui do blog.

Hoje, depois de tanto tempo ausente, escrevo sobre este blog, o nutella congelada.

Depois de 5 anos (o blog faz aniversário em dezembro), não tem como negar que as coisas mudaram. Eu mudei, minha vida mudou e acho que isso faz parte da dinâmica do mundo, não é mesmo? Afinal, comecei postando aqui textos escritos nas aulas de redação do Anglo, sob orientação dos meus professorxs Suzana, Nádia e Camargo, passei por um período de críticas de filmes, de impressões, tomei coragem e escrevi textos mais pessoais, ilustrados com fotos que tirei…acho que elevei o nível das minhas crônicas e narrativas, fiquei bem satisfeita com alguns escritos aqui publicados, mas, vamos ao ponto: este blog não me cabe mais. Não gosto mais do nome, acho idiota fazer propaganda de graça de um produto, não me cabe mais na rotina, enfim…não me representa.

Sou fraca demais para destruí-lo, pelo menos por enquanto, quem sabe algum dia, mais pra frente? Ou então deixo aqui, junto com meus contatos, pois continuarei usando essa conta do wp.

Ainda gosto muito de escrever, disso não tenho dúvidas, porém ainda não me sinto segura para começar um blog novo de pronto.

Como me é característico, agradeço ao carinho de todos que visitaram o blog, leram, comentaram, me apoiaram e fizeram parte dele =)

Até mais, nutellacongelada, foi bom enquanto durou.

Encarecidamente,

Larissa Yuri Oyadomari.

 

 

 

 

 

 

 

 

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sem noções

Tá aí um poema que um ex-colega do curso de Letras postou no face esses dias, não tinha como ser mais apropriado pra como eu ainda estou me sentindo (apesar de que aquela sensação sufocante pareça ter dissipado).

Noções

Entre mim e mim, há vastidões bastantes
para a navegação dos meus desejos afligidos.

Descem pela água minhas naves revestidas de espelhos.
Cada lâmina arrisca um olhar, e investiga o elemento que a atinge.

Mas, nesta aventura do sonho exposto à correnteza,
só recolho o gosto infinito das respostas que não se encontram.

Virei-me sobre a minha própria experiência, e contemplei-a.
Minha virtude era esta errância por mares contraditórios,
e este abandono para além da felicidade e da beleza.

Ó meu Deus, isto é minha alma:
qualquer coisa que flutua sobre este corpo efêmero e precário,
como o vento largo do oceano sobre a areia passiva e inúmera…

Cecília Meireles

Algo de novo, de novo.

Alguns hão de concordar que há algo, senão de muito, mas de pelo menos um pouco errado – um indicativo de que as coisas não vão bem, pelo menos, quando um blog completa cinco anos de  resistência  existência e a autora nem se dá conta disso.

Quando comecei a escrever aqui, em dezembro de 2007, eu tinha outros objetivos. Outras ideias, e outros anseios. Não vou aqui assumir aquela pose de pessoa que agora se sente adulta e de que não resta nada em mim daquela adolescente que criou este blog, que ficou pensando em um nome original, que queria simplesmente divulgar e publicar em algum lugar os escritos antes destinados a caderninhos e aos professores de redação.

Mas agora, aos 21 anos, no 5º (!) ano de graduação, trabalhando há pouco mais de 4 meses, é inegável que eu questione não só o propósito deste blog, mas muito mais o que ele significa para mim. Quanto de tempo eu posso dedicar a ele? Quanto eu estou disposta a me comprometer? Faz meses que não publico nada, e ficar inventando desculpas – ou simplesmente as enumerando – não vai fazer nada de bom nem pra mim, nem pras pessoas que ainda vem aqui xeretar de vez em quando.

Tem muitos posts aqui que me são queridos, muitos comentários que são significativos pra mim. Este blog me possibilitou conhecer pessoas, outros blogueiros, e até fazer amigos (né, Márcio?).

Sinto muita falta de ler coisas de uma blogueira que sumiu. Tive contato com os escritos dela – sempre cheios de sentimento e poesia ainda por meio do blog “Some poppie seeds”. Após este, ela me encontrou – por meio do link para o finado blog, mas que eu mantinha aqui – e retomamos o contato – pouco, de internet, mas querido, que eu valorizava. Foi com muita alegria que coloquei aqui seu então recém-criado blog Azul Azul céu e que eu me alimentava das palavras dela. E faz um tempo já que ela sumiu…da blogosfera.

Outro contato foi a Aurora, do blog Aurora de Cinema, que me mandou um email muito querido, que agora nem lembro se respondi.

Esse blog é testemunha das mudanças que passei, e talvez por isso não consiga me desfazer dele. Mesmo que agora ele não seja prioridade na minha vida.

Tenho algumas ideias, ma snenhuma decisão tomada a respeito deste blog e de blogs… vamos ver.

Quem sabe logo mais, aparece algo de novo, de novo.

 

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